07 fevereiro, 2018

Antônio Peres Pacheco

Caminhos


Cada amanhecer é um ir-se,
Um passo adiante rumo ao eterno,
No coração o sonho agasalhado,
Nos olhos a luz da esperança.

Cada entardecer é um chegar-se,
D'alguma viagem constante e sem volta
Por horizontes antigos e remotos,
A mala do peito pesada de saudades.
Cada anoitecer é um despedir-se
Do que já se esvai
Entre os dedos do presente,
Os encontros fortuitos e amores andarilhos.

Cada adormercer é um esquecimento
Do amanhã que será hoje
Levado por esta nau sem âncora
A que damos o nome de Tempo.

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