28 fevereiro, 2018

Franklin Cassiano

A lua


Às vezes saio à noite, a contemplar
Poetisa do azul – a nívea Lua,
tão calmo e frio no meu peito atua
o denso raio do seu meigo olhar...

Concha leve de prata a desvendar
a grandeza do Céu toda desnua!...
A mim parece que minh’alma nua
vaga também no azul, sob o luar...

Recito versos meus à Poetisa,
e a minha tristeza se ameniza
em poeira de prata me inundando...

Noiva de poeta – chamo-a, em pensamento,
e ela vai pelo céu, mui lento... Lento...
A epopeia da noite recitando!


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