17 fevereiro, 2018

Pedro Casaldáliga

Por onde passei,
plantei a cerca farpada,
plantei a queimada.
Por onde passei,
plantei a morte matada.
Por onde passei,
matei a tribo calada,
a roça suada,
a terra esperada...
Por onde passei,
tendo tudo em lei,
eu plantei o nada.

Um comentário:

Antonio P. Pacheco disse...

Ave, Pedro! Salve o poeta dos esquecidos do Araguaia.