13 fevereiro, 2018

Rubens de Mendonça

Alavanca de Ouro


Cavavam dia e noite sem cessar
e sem cessar cavavam noite e dia...
Por mais que procurassem cavoucar,
a alavanca na terra se escondia!

No alto do Rosário aparecia
a alavanca de ouro. Era começar
na Colina, o trabalho – ela fugia
cada vez mais na terra a se ocultar!...


E assim foi até que um preto escravo
salva a uma velha índia, como um bravo,
da sede que a havia de matar!...

Em paga a Currupira diz-lhe em suma:
“Quando cantar ao meio-dia a anhuma,
foge, que a mina vai se desabar!...”.

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