16 fevereiro, 2018

Wlademir Dias Pino

Brancura


A garça p’ra se esconder
– numa distância de estrela –
vem ficar na frente
da faísca mais branca de areia.

A brancura da areia
come a figura da garça
que-nem cal
numa cor-de-paz.


A areia é movediça
e a garça desaparece na brancura.

Na cor branca da nuvem errante
a garça de asas fechadas
desaparece,
imóvel.

1951

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