16 março, 2018

Armando da Silva Carmello

Amo


Amo as manhãs de maio tão fagueiras,
onde há réstias de brumas pela estrada;
os pássaros que cantam na alvorada,
sob os galhos das belas laranjeiras.

Amo o sussurro ouvir das cachoeiras,
no silêncio da noite enluarada;
amo a monotonia das lareiras,
ao canto da araponga na estiada.

Na visão do infinito ao céu, por certo,
o meu olhar ao longe então se aferra,
e ao meu sentir se prende o intelecto;

todo esse amor, meu canto predileto,
é a soberba expressão do meu afeto,
às belezas louçãs da minha terra!

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