03 março, 2018

Avelino Tavares

Quero sair por aí


Quero sair por aí…
Sonhando, almejando, premonizando…
Refazendo o tempo... Era...
Eternidade desvirginando primavera...
Ritual, metamorfose da lida...
Reminiscências prescritas – incomensurável porfia...
Na infinitabilidade da vida!
Sair por aí, despetalando preces, em motes de poesia...
Mundos intra terrenos, estrelas habitadas...
Extrafísica vida; coral de harmonia...
Os escombros? Entesourados no emocional...
Lembram-nos lendas,
Contos de fadas,
Esparsas cantigas de ninar!...
Jesus! Manjedoura, no ápice do monte Tabor...
Discípulos! Estrada de Emaús empoeirada, iluminada!...
Sair por aí plantando amor...
Dulcificando a vida
No esmaecer da saudade!...

Planeta Terra! Genuflexo a suplicar:
Humildade, amor, união, fraternidade!
Astros em bando, cataratas iluminadas...
Infinito roteiro, sonorizando imortalidade!
Cambarás – ipês, em floradas...
Trinado de passaredos
Colibris, asinhas fluidas
Corais – musicais – exaltando madrigais
No santuário das madrugadas!



Quero sair por aí…
Galopando, cancionando...
Ouvindo vozes dolentes dos funerais
Na imensidão da transitoriedade!...
Seresteiro eternal da saudade!

Quero sair por aí…
A referendar o tempo...
Declamando canções
Que o tempo não prescreve...
Deslumbrado, sorrindo, extasiado, emocionado...
Na apoteose do santuário d’alma...
Inalienável patrimônio
Imortal catedral
Cavalgar – volitar!
Demandando o eternal!
Quero sair por aí…

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