26 abril, 2018

Américo Corrêa

Coração urso 


Minha poesia hibernou! 
Quando hiberna, a poesia,
A palavra fica como que cativa
O peito, um silo,
guardador de versos 
     trancafiados.
Sente-se raso,
     sem profundidades.
     Sem sabor.
     Sem dor.
     Sem perfume.
     Sem eco.
     Sem margens.

É como um grito contido
Vagueando imerso no deserto,
      - Meu
Perdido no abandono,
       - Seu.
É estar um completo relento.
....
Quando a poesia hiberna
O poeta sofre de racionalidades.

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