29 abril, 2018

Corsíndio Monteiro

Incontido desejo


Desejo da humilde liberdade!
Da liberdade de vagar pelas ruas,
sem horários e sem destino...
Liberdade de ser pobre
e de ser triste.
Liberdade de amar,
liberdade de ficar em silêncio
e de padecer minhas dores...

Ah! Ainda o incontido desejo de ser isento,
de ser eu mesmo:
tranquilo, plácido, vago,
tênue e ausente...
Na doce serenidade do desencanto...

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