27 novembro, 2018

Antônio Tolentino de Almeida


Cor Lapidis

Se a mágoa que me fere, assim sanhuda,
Um termo não tivesse, pra curá-la,
Bastava apenas escutar-te a fala,
Se não falasses ... ver-te, embora muda:

Pensava assim. Mas, entretanto, cala
A mesma dor no coração aguda;
O teu sorriso o meu sofrer muda,
O teu desdém somente apunhala.

Devo adorar-te? Devo ser cativo?
Hei de por ti morrer se não me não queres,
Sacrificando coração altivo?

Olha, senhora, o nosso amor não medra;
Julguei-te um dia a deusa das mulheres,
Porque não vi teu coração de pedra!

Antônio Tolentino de Almeida Nosso último romântico, nasceu em Rosário Oeste, a 24 de janeiro de 1876, e faleceu em Santo Antonio do Leverger, no dia 24 de janeiro de 1939. O Poeta da Ilusão, cognominou-o Ulisses Cuiabano. Tolentino mereceu uma crítica louvável do grande escritor brasileiro Monteiro Lobato.

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